Natural é o mínimo que todo vinho que almeja nobreza deveria ser, antes mesmo de querer ser bom ou de qualidade. Só quem trabalhou a terra com dignidade e amassou as próprias uvas com dedicação está apto a descrever a quê um vinho verdadeiro se assemelha. Infelizmente a grande maioria do público, incluindo boa parte dos profissionais da área, não sabe o que isso significa. A maioria dos formadores de opinião de hoje teve o gosto educado sob padrões definidos pela indústria, mesmo porque há várias gerações estamos nos afastando do que um dia foi, de fato, o vinho. Caminhamos na mesma direção de uma geração de crianças educadas à base de Fanta, que torce o nariz frente ao suco natural de laranja. Os elaboradores de vinhos naturais detestam o termo "fabricar vinho". Preferem pensar que apenas acompanham a transformação das uvas, posto que o bom vinho deve nascer no vinhedo. A este propósito, o brilhante vinhateiro biodinâmico Nicolas Joly, com a inteligência que lhe é peculiar, diz que ninguém pode se considerar fabricante de ovos porque cria galinhas. Os vinhateiros naturais franceses são, eles mesmos, um show. Alguns são seres realmente estranhos, algo proféticos, uns cabeludos; outros barbudos, lembram a geração Woodstock e uma fusão entre ermitões e membros do Greenpeace. Mas não é por nada que em 2005 René Renou, presidente do instituto nacional francês das Apelações de Origem Controlada (AOC), teve a coragem de declarar estes marginais como "o futuro dos vinhos de terroir". Segundo Eric Conan, os vinhos bio de hoje são o que há de mais próximo aos vinhos classificados AOC em 1935, quando da criação desta regulamentação pelo antigo ministro francês Joseph Capus. De fato, na época todos os vinhateiros cultivavam seus vinhedos sem pesticidas, herbicidas, ou fertilizantes químicos, e o uso do SO2 era praticamente desconhecido. Portanto, todos os vinicultores eram radicalmente orgânicos.
Estávamos em uma roda de amigos apreciando um vinho e comendo alguns tipos de queijo, aqui no Brasil mesmo, São Paulo 22º, noite de uma sexta-feira comum; O grande assunto, porque não temos o hábito de tomar vinho no Brasil? A primeira coisa foi o clima a segunda o preço, eu discordei da primeira e conto a seguir o motivo. Roma 28º graus, horário de almoço as opções do cardápio da PROMOÇÃO de qualquer restaurante eram pasta e uma bebida, refrigerante, vinho ou água. Em Madrid as mesmas promoções em 3 pessoas te trazem logo uma garrafa de vinho. Obviamente não tenho a resposta para nosso hábito é necessário um estudo já que copiamos tantas coisas, mas talvez a grande questão seja o preço mesmo;
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