domingo, 26 de junho de 2011

Diálogos monólogos antônimos da vida


Sempre estranhei pessoas conversando com os animais

Nunca obtive respostas claras dos humanos,

o que dirá dos animais, muito superiores para nos entendermos

Mas o que dirá de conversar com uma taça de vinho

sem antes mesmo bebe-la

Ontem treze graus, cobertores com ácaros e uma taça cheia

quase ocorreu um dialogo

bastasse os amantes perfeitos terem me notado

estavam lá, cristal e vinho

Álcool misturado com o aroma, o amadeiramento e a levidade

Tudo em tudo.

Eu em nada, sem coragem de falar sendo ignorado novamente

Sou um covarde que não sabe ser coadjuvante.

Bebi tudo, de uma só.

Mostrei quem é que manda.

Me escutaram pela força, sempre assim.

Nunca muda.
Tá engolindo muito sapo?

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