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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Rumo à conquista de terras paulistas


O vinho toma o caminho do interior do Estado de São Paulo.




O fenômeno já foi identificado em várias ocasiões. A capital lança tendências e as demais regiões vão paulatinamente adotando as novidades até se tornarem realidades nacionais. O vinho definitivamente se encontra neste processo.

Desde 1990, com abertura do mercado nacional a produtos importados, o vinho trilha um caminho de crescimento de consumo entre os brasileiros. Não faltam obstáculos: tributação, logística, cultura, instabilidade econômica. Mas o período de crescimento econômico dos últimos anos, aliado à valorização do real frente ao dólar, está criando o cenário ideal para o "boom do vinho".


De fato, a cidade de São Paulo já apresenta hábitos mais desenvolvidos quanto ao vinho. Nos últimos dez anos muitas importadoras surgiram. Os restaurantes se profissionalizaram cada vez mais e os espaços de interesse do vinho são múltiplos e variados.


O interior do Estado sempre se apresentou reticente quanto ao consumo da bebida. Às vezes o calor era a justificativa, outros alegavam que estávamos numa região clássica de consumidores de cerveja que nunca a trocariam pelo vinho. Os fatores ecônomicos também pesavam quanto ao consumo da bebida que, em valores absolutos, é considerada mais cara.

Tais alegações caíram por terra. Nos últimos quatro anos, o interesse pelo vinho se alastrou por todo o país e de forma mais acentuada no Estado de São Paulo. Os garrafões de vinhos comuns estão sendo trocados por produtos finos nacionais, argentinos, chilenos e italianos. Na verdade, o brasileiro toma de tudo e de todos os lugares. Ainda pouco se comparado a argentinos ou franceses (o consumo nacional é de 2,2L per capita anual, contra 64 dos franceses e de 31 dos argentinos), mas com ânimo para fazer crescer tais estatísticas.

Este ano, especialmente, o vinho tem frequentemente aparecido na pauta de eventos tanto da região de Campinas quanto de outras áreas adjacentes. Os grandes hotéis lideram as iniciativas. The Royal Palm Plaza e Hotel Vitória ostentam, além de boas cartas de vinhos, eventos, encontros e confrarias regulares cada vez mais disputadas.

A moda atual é falar em harmonização entre vinhos e alimentos. E os restaurantes e bares vêm abusando do tema. Na verdade, este é um processo muito complexo muito complexo que nem sempre se alcança. Mas no ânimo do consumo, todos se tornaram especialistas Sommeliers de um dia de curso, enófilos que experimentaram sua primeira garrafa saem por aí girando taças e descobrindo "segredos do vinho" que deixam os verdadeiros conhecedores de cabelo em pé. É a parte ruim do sucesso.


Em contrapartida, vale a pena chamar atenção a atividades de qualidade que ocorreram na região. O 2º Encontro do Vinho de São Carlos é uma delas. Com a presença e organização de gente séria que sabe do assunto como Sérgio Inglez de Souza, a atividade animou os amantes da bebida que se deslocaram para a cidade vindos de todas as partes do estado.

Também tornaram-se frequentes as visitas de produtores e proprietários de vinícolas nacionais, villard, zuccardi foram alguns entre os internacionais.

Para o segundo semestre são muitas outras novidades. Praticamente todos os meses a seguir, apresentarão calendário interessante para enófilos de São Paulo. Mantenham as agendas atualizadas e as taças na mão!

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